terça-feira, 1 de maio de 2012

SÉRIE: Consumismo e Juventude - E.M.

Juventude, Consumismo e o Valor das Relações Familiares
MATÉRIA PARA ELABORAÇÃO DE ATIVIDADE
Instruções:
1) Fazer um Resumo do texto que foi orientado para leitura;
2) Responder a seguinte pergunta:
    - Na prática, o que eu devo fazer para realizar o que o texto trata?
    Observações:
    a) Referente às partes 2 e 5, assistir os vídeos e elaborar relatório e, quanto às tabelas, fazer a interpretação, ou seja, elaborar um texto descrevendo todas as informações constantes na tabela;
 

PARTE 1

Propagandas apostam no comportamento impulsivo da juventude [1]

Os números comprovam: os jovens são os maiores freqüentadores de shopping centers no Brasil. E, conseqüentemente, os que mais consomem. Uma pesquisa feita pelo Instituto Iplos Marplan em oito capitais brasileiras, divulgada em 2005, mostra que 37% dos jovens fazem compras nos shoppings, contra 33% da população geral. De acordo com o estudo, pessoas na faixa etária entre 15 e 24 anos apresentam grande necessidade de consumo. Portanto, jovens, pais, educadores: fiquem atentos!

De olho nessa parcela, o mercado oferece uma enorme variedade de produtos, nas lojas e na mídia. Roupas, sapatos, tênis, óculos de sol, Ipods, computadores, celulares e carros são os principais na lista de preferências da juventude. Segundo um outro estudo, realizado pela Universidade de Brasília (UnB), para a sociedade o shopping center é como um espaço privado, criado para solucionar os problemas da cidade. Um “mundo isolado" no qual se foge do sol, chuva, poluição, e pedintes, por exemplo.

Com tantas vantagens é comum que as pessoas passem horas dentro de um shopping; as lojas se tornam um grande atrativo, e mesmo que alguém esteja lá por outro motivo que não seja comprar, muitas vezes acaba levando algo para casa, até mesmo sem necessidade, apenas por seguir um impulso.

Publicidade prioriza a juventude
É comum observarmos nos anúncios publicitários jovens saudáveis e bonitos, sorridentes, sempre se divertindo e mostrando uma vida sem problemas. Os empresários estão de olho na juventude; as campanhas incentivam o imediatismo, a idéia de aproveitar a vida para não se arrepender do que podia ter feito e não fez.

A publicidade aposta no comportamento impulsivo do jovem, que consome de forma desenfreada. A idéia é que assim que assistir ao anúncio a pessoa consuma rapidamente o produto. Sabe-se que nem todo jovem compra, viaja e se diverte sem pensar nas conseqüências. Mas é fato que, quanto mais nova e inexperiente, mais influenciável a esse tipo de conduta é a pessoa.

A produtora executiva Deborah Brasil conta que viveu essa fase consumista até os 20 anos de idade. "Não tenho esse perfil, mas quando fui estudar e trabalhar nos Estados Unidos comecei a ver tantas coisas baratas que comprava mesmo sem necessidade, além de gastar muito dinheiro com viagens também", revela.

Alguns especialistas dizem que os dias atuais colaboram para uma situação como esta. Muitos avaliam que hoje o jovem possui uma idéia de que seu dinheiro é individual. E mesmo aquele que trabalha fora não contribui financeiramente em casa, se sentindo, assim, livre para consumir da maneira que quiser.

Sempre em busca de algo novo

Para o psicólogo Dárcio Miranda, especialista na linha comportamental cognitiva (que baseia-se na teoria de aprendizagem social), existem duas vertentes que levam ao consumismo. "O que vem primeiro é o fator novidade. O jovem, por natureza, já apresenta uma tendência de buscar o que é novo. No Japão, por exemplo, em um período de seis meses, qualquer produto já está obsoleto. Então, o fator do desenvolvimento tecnológico, associado ao aspecto da característica do jovem de querer conhecer o novo, aumenta esta necessidade de comprar", explica.

O psicólogo afirma que o segundo fator é que os pais estão menos integrados na relação familiar. “É quando surge este espaço de carência, que precisa ser compensado. Então, este jovem transfere sua necessidade para o mercado que a mídia oferece. Se sentindo assim mais bem aceito na sociedade”, afirma.

Pessoal! Logo, logo postarei a segunda parte deste texto (sobre os valores da relação familiar), porém, para adiantar, curta os vídeos a seguir:

PARTE 2 - VÍDEOS

















PARTE 3

Eles gastam muito
Com um apetite consumista maior que o da média da população, o jovem brasileiro sabe onde quer gastar e ainda influencia as compras da família

   São adolescentes, mas pode chamá-los de maquininhas de consumo. Um estudo realizado com garotas e rapazes de nove países mostra que no Brasil sete em cada dez jovens afirmam gostar de fazer compras. Desse grupo de brasileiros, quatro foram ainda mais longe – disseram ter grande interesse pelo assunto. O resultado da pesquisa, que tomou como base um trabalho da Organização das Nações Unidas (ONU) chamado Is the Future Yours? (O Futuro É Seu?), foi significativo: os brasileiros ficaram em primeiríssimo lugar no ranking desse quesito, deixando para trás franceses, japoneses, argentinos, australianos, italianos, indianos, americanos e mexicanos. Ou seja, vai gostar de consumir assim lá
no shopping center.

   E não precisa nem mandar, porque a turma vai mesmo. Outra pesquisa, feita pelo Instituto Ipsos-Marplan, constatou que 37% dos jovens fazem compras em shoppings, contra 33% dos adultos. Nem sempre os mais novos adquirem produtos mais caros, mas, proporcionalmente, têm maior afinidade com as vitrines. A lista de vantagens dos adolescentes sobre outros públicos é de tirar o fôlego: eles vão mais vezes ao cinema, viajam com maior freqüência, compram mais tênis, gostam mais de roupas de grife – mais caras que as similares sem marca famosa –, consomem mais produtos diet, têm mais computadores, assistem a mais DVDs e vídeos e, só para terminar, são mais vorazes na hora de abocanhar balas, chicletes e lanches. Não é à toa que a falência antes do fim do mês é maior entre os jovens: invariavelmente atinge quase a metade deles, que estoura a mesada ou o salário.

   O poder dos adolescentes sobre o mercado vai mais longe ainda, mesmo que eles não dêem a mínima para abstrações como "mercado". Costumam, por exemplo, aparecer com mais assiduidade no balcão. Pessoas com menos de 25 anos trocam de aparelho celular uma vez por ano (as mais velhas, a cada dois anos). Em relação às bicicletas, só para citar mais um exemplo, a situação é semelhante. Os adolescentes não são os maiores compradores do setor, mas aposentam uma bike a cada quatro anos. Os mais velhos só mudam de selim de sete em sete anos. Diante de tantas evidências, não causa surpresa que o gasto médio das famílias brasileiras seja maior nas casas em que moram adolescentes de 13 a 17 anos. Nesses domínios, a lista dos cinco produtos mais consumidos traz, em primeiro lugar, o leite longa vida. Depois vêm os refrigerantes. Nos lares com jovens entre 18 e 24 anos, a hierarquia é surpreendente. O refrigerante lidera o ranking, seguido por leite, óleo vegetal, cerveja e café torrado – o que explica o fato de a Coca-Cola ter no Brasil seu terceiro maior mercado em todo o mundo.

   O poder de consumo dos jovens é um filão que anima vários setores da economia. Há em curso uma corrida para conquistar o coração dessa rapaziada (e o bolso dos pais). As grandes marcas desenvolvem estratégias milionárias para tornar esse público fiel desde já. A maior parte do que se produz no mercado publicitário, que movimenta 13 bilhões de reais por ano, tem como alvo a parcela de 28 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 22 anos. É esse grupo que fornece boa parte do ideário da propaganda, enchendo os anúncios com mensagens de liberdade e desprendimento. Mostra-se extraordinária também a influência que essa molecada exerce sobre as compras da família. Oito em cada dez aparelhos de som só saem das lojas a partir do aval da ala jovem do lar. A fabricante de eletrodomésticos Arno não faz nada sem pensar nos mais novos, pois, na comum ausência das mamães trabalhadoras, é a garotada quem usa espremedores de fruta, tostadores de pão, sanduicheiras e liquidificadores. "Hoje, vendemos tanto para os filhos como para as donas-de-casa", conta Mauro de Almeida, gerente de comunicação da Arno, que mantém duas escolinhas de gourmet para cativar consumidores desde a pré-adolescência.

   Essa influência é exercida já em tenra idade. Nos dias de hoje, um indivíduo é considerado consumidor aos 6 anos. Nesse momento as crianças começam a ser ouvidas na hora de tirar um produto das prateleiras do supermercado. Para cada dez crianças de até 13 anos, sete pedem itens específicos às mães. O poder jovem também se nota na hora de esvaziar o carrinho no caixa. Um quarto do que é registrado foi pedido pela garotada. "Nós educamos as crianças e os jovens para que tenham autonomia, opinião, poder de decisão. Pois é, eles aprenderam e decidem o que comprar por nós", ironiza Rita Almeida, especialista em tendências e hábitos de consumo de adolescentes da agência de propaganda AlmapBBDO.

PARTE 4 - ENTREVISTA - Revista Veja [2]

O problema não é comprar
A jornalista americana Alissa Quart, autora de um livro sobre hábitos de compra dos adolescentes, fala do consumismo juvenil

Veja – O jovem é um consumista?
Alissa Quart – Todo mundo é consumista, em maior ou menor grau, adultos ou adolescentes. Em 2001, os jovens gastaram 155 bilhões de dólares nos Estados Unidos. Em média, o adolescente americano gasta 60 dólares por semana do próprio dinheiro. Apenas 56% desse valor vem da mesada dos pais. O restante ele ganha sozinho, normalmente trabalhando em empregos de meio período.

Veja – Por que os jovens estão comprando produtos de luxo?
Alissa – Porque nos últimos anos as empresas adotaram a estratégia de direcionar esses produtos para os jovens. Esse avanço foi influenciado pelo estilo de vida dos astros de rap e hip hop, que valorizam esses produtos em sua música e em sua vida pessoal. Marcas caras, como Louis Vuitton, tornaram-se símbolos de cultura popular. O interesse por esses símbolos de status também cresceu bastante entre os adultos e, por conseqüência, entre seus filhos.

Veja – Por que os pais não tentam barrar essa avalanche de consumismo juvenil?
Alissa – Porque o consumismo não é considerado um problema. O que preocupa é se as filhas vão engravidar ou se os filhos vão se viciar em crack. Nesse contexto, consumir é inofensivo. O consumo é visto como uma conquista do adolescente, sua primeira inserção no mundo adulto. Os pais dão mesadas aos filhos como uma preparação para a responsabilidade de ter o próprio dinheiro. Na verdade, o consumismo só se torna realmente perigoso quando assume proporções exageradas.

Veja – Como mostrar a um adolescente que um produto de luxo que ele deseja comprar está fora da realidade?
Alissa – Pais e filhos deveriam tentar um olhar crítico em relação à mídia e à publicidade. Não é fácil, pois o marketing moderno utiliza-se de técnicas sutis para atingir os jovens. É comum nos Estados Unidos "infiltrar" num shopping center adolescentes usando marcas de grife. A idéia é estimular seus amigos a comprar aqueles produtos. Os pais não devem apenas dizer não. Precisam também estar atentos às técnicas para induzir as compras.

PARTE 5 - TABELAS







Fontes:
[1] http://www.elnet.com.br/news_interna.php?materia=4574
[2] http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2003/p_080.html

domingo, 29 de abril de 2012

O pensamento de Karl Marx

Karl Marx e o Materialismo Histórico
   Doutrina do marxismo que afirma que o modo de produção da vida material condiciona o conjunto de todos os procesãos da vida social, política e espiritual.
• As forças produtivas constituem as condições materiais de toda a produção: (matérias-primas, instrumentos como ferramentas ou máquinas) homem, principal elemento das forças produtivas, é o responsável por fazer a ligação entre a natureza e a técnica e os Instrumentos.
• As relações sociais de produção são as formas pelas quais os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Assim, as relações de produção podem ser, num determinado momento, cooperativistas (como num mutirão), escravistas (como na Antiguidade), servis (como na Europa feudal), ou capitalistas (como na Indústria moderna). Homens procesão produtivo.

A idéia de alienação
   Econômica(dupla): a industrialização, a propriedade privada e o assalariamento separavam o trabalhador dos meios de produção ferramentas, matéria-prima, terra e máquina -, que se tornaram propriedade privada do capitalista. Separava também, ou alienava, o trabalhador do fruto do seu trabalho, que também é apropriado pelo capitalista.
Política: o principio da representatividade, base do liberalismo, criou a idéia de Estado como um órgão político imparcial, capaz de representar toda a sociedade e dirigi-la pelo poder delegado pêlos indivíduos. Marx mostrou, entretanto, que na sociedade de classes esse Estado é uma superestrutura política e jurídica a serviço da classe dominante, Isto é, age conforme seus interesses.
PRÁXIS: Pela crítica radical ao sistema econômico, à política e à filosofia que o excluíram da participação efetiva na vida social, isto é, ação política consciente e transformadora.
As classes sociais: Segundo Marx, as desigualdades sociais observadas no seu tempo eram provocadas pelas relações de produção do sistema capitalista, que dividem os homens em proprietários e nao-proprietários dos meios de produção. As desigualdades são a base da formação das classes sociais.
As relações entre os homens se caracterizam por relações de oposição, antagonismo, exploração e complementaridade entro as classes sociais.
Mais-valia: É no momento em que o empresário compra a força de trabalho de seu empregado que nasce o procesão de exploração capitalista. Como? "O empregado, ao pagar os salários aos trabalhadores, nunca paga a estes o que eles realmente produziram, isto é, o excedente de valor produzido que não é devolvido ao trabalhador; sendo apropriado pelo capitalista. Será essa mais-valiaque irá caracterizar o capital, pois parte dela é reempregada no procesão de acumulação capitalista.
Fetiche da Mercadoria: No entanto, as coisas não aparecem assim tão claras; na realidade, somos levados a pensar que as mercadorias têm qualidades próprias, que o dinheiro possui um poder de compra que é mágico. Essa inversão de sentidos, consiste basicamente em dar a impressão de que as relações sociais de trabalho são apenas relações sociais entre mercadorias.
Trabalho morto e vivo (valor)
   O capitalismo vê a força de trabalho como mercadoria, mas é claro que não se trata de uma mercadoria qualquer. Enquanto os produtos, ao serem usados, simplesmente se desgastam ou desaparecem, o uso da força de trabalho significa, ao contrário, criação de valor.

por: Prof. Manuel Raposo

Fonte: Prof. Edilson Viana - Curso IMPACTO.

sábado, 28 de abril de 2012

Um Pouquinho sobre MAX WEBER

Sir Max Weber
As principais correntes teóricas e o pensamento de Max Weber
A ação social
   A análise estará centrada nos atos e ações dos indivíduos. Isto é, a sociedade deve ser entendida a partir do conjunto de ações individuais reciprocamente referidas, com sentido.


Ação Social: Uma Ação com Sentido
Cada sociedade para Weber possui sua especificidade e Importância. Mas o ponto de partida de seus estudos estava nas entidades coletivas, grupos ou instituições. Seu objeto de investigação é a ação social, a conduta humana dotada de sentido, isto é, de uma justificativa subjetivamente elaborada. Assim, o homem passou a ter, enquanto indivíduo, na teoria weberiana, significado e especificidade dando  sentido à sua ação social.

As normas sociais só se tornam concretas quando se manifestam em cada indivíduo sob a forma de motivação. Cada sujeito age levado por um motivo que é dado pela tradição, por interesses racionais ou pela emotividade. O motivo que transparece na ação social permite desvendar o seu sentido, que é social na medida em que cada indivíduo age levando em conta a resposta ou a reação de outros indivíduos.
OBS: uma ação orientada por fenômeno da natureza não é social.

Assim ele estabelece quatro tipos de ação social:
1.Ação tradicional: aquela determinada por um costume ou por um hábito arraigado.
2.Ação afetiva: aquela determinada por afetos ou estados sentimentais.
3.Racional em relação a valores: determinada pela crença consciente num valor considerado importante.
4. Racional com relação aos fins: determinada pelo cálculo racional que coloca fins e organiza os meios necessários.

   No livro "Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" Weber relaciona o papel do protestantismo na formação do comportamento típico do capitalismo ocidental moderno. Weber descobre que os valores do protestantismo - como as práticas de devoção e penitência, a poupança, a severidade, a rigidez, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho - aluavam de maneira decisiva sobre os indivíduos. Weber mostra a formação de uma nova mentalidade, dos novos valores éticos instituídos com o capitalismo, em oposição ao despojamento da vida material e à atitude contemplativa do catolicismo, voltados para a oração, sacrifício e renúncia da vida prática.
Atenção: 
• O trabalho toma-se portanto um valor em si mesmo. 
• O puritanismo condenava o ócio, o luxo, a perda de tempo. 
• A dedicação religiosa ao trabalho ele chamou de vocação.

Dominação
As formas básicas de legitimação justificam-se com base em distintas fontes de autoridade:
Tradicional: "a da ordem eterno". Isto é, o domínio tradicional exercido pelo patriarca e pelo príncipe patrimonial de outrora(...) Carismática: a do dom da graça extraordinário e pessoal, a dedicação absolutamente pessoal e a confiança pessoal na revelação, heroísmo... é o domínio carismático exercido pelo profeta ou - no campo da política - pelo senhor da guerra eleito... Legalidade, em virtude da fé na validade do estatuto legal e da competência funcional, baseada em regras racionalmente criadas. É o domínio exercido pelo moderno servidor do Estado e por todos os portadores do poder que, sob este aspecto, a ele se assemelham.

Por: Prof. Manuel Raposo

Fonte: Prof. Edilson Viana - Curso IMPACTO.






Um pouco sobre ÉMILE DURKHEIM

As Principais Correntes Teóricas da Sociologia e o Pensamento de Émile Durkheim

Uma de suas obras fundamentais de Durkheim foi As Regras do Método Sociológico, publicada em 1895. Nesta obra, Durkheim definiu com clareza o objeto da sociologia: os fatos sociais.

Distingue três características dos fatos sociais.
A primeira delas é a coerção social, ou seja, ou a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando os a conformar-se às regras da sociedade em que vivem, independentemente de sua vontade e escolha. Essa força se manifesta quando o indivíduo adota um determinado idioma, quando se submete a um determinado tipo de formação familiar ou quando está subordinado a determinado a determinado código de leis.

Se sou industrial, nada me proíbe de trabalhar utilizado processos e técnicas do século passado; mas se o fizer, terei a ruína como resultado inevitável.
O grau de coerção dos fatos sociais se toma evidente pelas sanções a que o indivíduo estará sujeito quando tenta se rebelar contra elas. As sanções podem ser legais ou espontâneas.
Legais: São as sanções prescritas pela sociedade, sob a forma de leis, nas quais se estabelece a infração e a penalidade subsequente.
Espontâneas: seriam as que aflorariam como decorrência de uma conduta não adaptada à estrutura do grupo ou da sociedade à qual o indivíduo pertence. Diz Durkheim, exemplificando este último tipo de sanção : “Se sou industrial, nada me proíbe de trabalhar utilizando processos e técnicas do século passado; mas, se o fizer, terei a ruína como resultado inevitável.”(p.3)
Do mesmo modo, uma ofensa num grupo social pode não ter penalidade prevista por lei, mais o grupo pode espontaneamente reagir penalizado o agressor. A reação negativa a certa forma de comportamento é, muitas vezes, mais intimidadora do que lei. Jogar lixo no chão ou fumar em espaços particulares – mesmo quando não proibidos por lei nem reprimidos por penalidade espontânea dos grupos que a isso se opuserem.
A educação - entendida de forma geral, ou seja a educação formal e informal – desempenha, ou seja a educação formal e a informal – desempenha, segundo Durkheim, uma importante tarefa nessa conformação dos indivíduos à sociedade em que vivem, a ponto de, após algum tempo, as regras estarem internalizadas e transformadas em hábitos. O uso de uma determinada lingua ou o predomínio no uso da mão direita são internalizados no indíviduo que passa a agir assim sem se quer pensar a respeito.
A segunda características dos fatos sociais é que eles existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente, ou seja, são exteriores aos indivíduos. As regras sociais, os costumes, as leis, já existem antes do nascimento das pessoas, são a elas impostos por mecanismos de coerção social, como a educação. Portanto, os fatos sociais são ao mesmo tempo coercitivos e dotados de existência exterior às consciência individuais.
A terceira característica apontada por Durkheim é a generalidade. É social todo fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles. Por essa generalidade, os fatos sociais manifestam sua natureza coletiva ou um grupo, como as formas de habitação, de comunicação, os sentimentos e a moral.

A Objetividade do
Uma vez identificados e caracterizados os fatos sociais, Durkheim procurou definir o método de conhecimento da sociologia. Para ele, como para os positivistas de maneira geral, a explicação cientifica exige que maneira geral, a explicação cientifica exige que o pesquisador mantenha certa distância e neutralidade em relação aos fatos, resguardando a objetividade de sua análise.
Além disso, é preciso, segundo Durkheim, que o sociólogo deixe de lado suas pré-noções, isto é, seus valores e sentimentos pessoais em relação ao acontecimento a ser estudado, pois nada têm de cientifico e podem distorcer a realidade dos fatos.
Dessa postura exige o não envolvimento afetivo ou de qualquer outra espécie entre o cientista e seu objeto. A neutralidade exige também a não-interferência do cientista no fato observado. Assim Durkheim imaginava que, ao estudar, por exemplo, uma briga entre gangues, o cientifica não deveria envolver-se nem permitir que seus valores interferissem na objetividade de sua análise.
Para ele, o trabalho cientifica exigia, portanto, a eliminação de quaisquer traços de subjetividade, além de uma atitude de distanciamento.
Procurando garantir á sociologia um método tão eficiente quanto o desenvolvido pelas ciências naturais, Durkheim concitava o sociólogo objetos que, lhe sendo exteriores, deveriam ser medidos, observados e comparados independentemente do que os indivíduos envolvidos pensassem ou declarassem a seu respeito. Tais formulações seriam apenas opiniões, juízos de valor individuais que podem servir de indicadores os fatos sociais, cuja racionalidade só é acessível ao cientista.
Durkheim queria com esse rigor, à maneira do método que garantia o sucesso das ciências exatas, definir a sociologia como ciência, rompendo com as idéias e o senso comum – “achismos”- que interpretavam de maneira vulgar à realidade social.Para apoderar-se dos fatos sociais, o cientistas deve identificar, dentre os conhecimentos gerais e repetitivos, aquele que apresentam características exteriores comuns.
Assim, por exemplo, o conjunto de atos que suscitam na sociedade reações concretas classificadas como “penalidades” constituem os fatos sociais identificáveis como “crime”. Vemos que os fenômenos devem ser sempre considerados em suas manifestações coletivas, destituindo dos acontecimentos individuais ou ocidentais. A generalidade distingue o essencial do fortuito especifica a natureza sociológica dos fenômenos. O suicídio, amplamente estudado por Durkheim, constituia-se, nesse sentido, em fato social por corresponder a todas essas características: é geral, existindo em todas as sociedades; e, embora sendo fortuito e resultando de razões particulares; e apresenta em todas elas certa regularidade, recrudesce ou diminui de intensidade em certas condições históricas, expressando assim sua natureza social.


SOCIEDADE: Um Organismo em Adaptação
Para Durkheim, a sociologia tinha por finalidade não só explicar a sociedade como também encontrar soluções para a vida social.
A sociedade, como todo organismo, apresentaria estados normais e patológicos, isto é, saudáveis e doentios. Durkheim considera um fato social como normal quando se encontra generalizado pela sociedade ou quando se encontra generalizado pela sociedade ou quando se encontra generalizado pela sociedade ou quando desempenha alguma função importante para sua adaptação ou sua evolução. Assim, afirma que o crime, por exemplo, é normal não apenas por ser encontrado em toda e qualquer sociedade e em todos os tempos, mas também por representar um fato social que integra as pessoas em torno de uma conduta valorativa, que pune o comportamento considerado nocivo.

“ A generalidade de um fato social, isto é, sua unanimidade, é garantia de normalidade na medida em que representa o consenso social, a vontade coletiva, ou o acordo de um grupo a respeito de determinada questão. Partindo, pois do princípio de que o objetivo Maximo da vida social é promover a harmonia da sociedade consigo mesmo e com as demais sociedades, e que essa harmonia é conseguida por meio do consenso social, a “saúde” do organismo social se confunde com a generalidade dos acontecimentos. Quando um fato põe em risco a harmonia, o acordo, o consenso e, portanto, a adaptação e a evolução da sociedade estão diante de um acontecimento de caráter mórbido e de uma sociedade doente.
Portanto, normal é aquele fato que não extrapola os limites dos acontecimentos mais gerais de uma determinada sociedade e que reflete os valores e as condutas aceitas pela maior parte da população.
Patologicamente é naquele que se encontra fora dos limites permitidos pela ordem social e pela moral vigente. Os fatos patológicos, como as doenças são considerados transitórios e excepcionais.
A consciência coletiva Toda a teoria sociológica de Durkheim pretende demonstrar que os fatos sociais têm existência própria e independe daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular. Embora todos possuam sua “consciência individual”, seu modo próprio de se comportar e interpretar a vida podem-se notar, no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento.
Essa constatação está na base do que Durkheim chamou de consciência coletiva. A definição de consciência coletiva aparece pela primeira vez na obra da divisão do trabalho social : trata-se do “conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade” que forma um sistema determinado com vida própria” (p.342) … para saber se o estado econômico atual dos povos europeus, com sua características ausência de organização, é normal ou não, procurar-se á passado o que lhe deu origem. Se estas condições são ainda aquelas em que atualmente se encontra nossa sociedade, é porque a situação é normal, a despeito dos protestos que desencadeia.
A consciência coletiva não se baseia na consciência de indivíduos singulares ou de grupos específicos, mas está espalhada por toda a sociedade. Ela revelaria, segundo Durkheim, o “tipo psíquico da sociedade”, que não seria apenas o produto das consciência indivíduos e perduraria através das gerações. A consciência coletiva é, em certo sentido, a forma moral vigente na sociedade. Ela aparece como um conjunto de regras fortes e estabelecidas que atribuam valor e delimitam os atos individuais. E a consciência coletiva que define o que, numa sociedade, é considerado “imoral”, “reprovável” ou “criminoso”.

Solidariedade Mecânica e Orgânica
Para Durkheim, o trabalho de classificação das sociedades - como apurada observação experimental. Cuidado por esse procedimento, estabeleceu a passagem da solidariedade mecânica para a solidariedade orgânica como o motor de transformação de toda e qualquer sociedade. Dado o fato de que as sociedades variam de estágio, apresentando formas diferentes de organização social que tornam possível defini-las como “inferiores” ou “superiores”, como o cientistas classifica os fatos normais e os anormais em cada sociedade? Para Durkheim a normalidade só pode ser entendida em função do estágio social da sociedade em questão: “… do ponto de vista puramente biológico, o que é normal para o selvagem não o é sempre para o civilizado, e vice-versa” (As regras do método sociológico,p.52)
E continua : “um fato social não pode se acoimado de normal para uma espécie social determinada se não em relação com uma fase, igualmente determinada, de seu desenvolvimento.”(p.52)
Solidariedade mecânica: para Durkheim, era aquela que predominava nas sociedades pré capitalistas, onde os indivíduos se identificam por meio da família, da religião, de tradição e dos costumes, permanecendo em geral independentes e autônomos em relação à divisão do trabalho social. A consciência coletiva exerce aqui todo seu poder de coerção sobre os indivíduos. Solidariedade orgânica: é aquela típica das sociedades capitalistas, onde, pela acelerada divisão do trabalho social, os indivíduos se tornavam interdependentes.
Essa interdependência garante a união social, em lugar dos costumes, das tradições ou das relações sociais estreitas. Nas sociedades capitalistas, a consciência coletiva se afrouxa. Assim ao mesmo tempo em que os indivíduos são mutuamente dependentes, cada qual se especializa numa atividade e tende a desenvolver maior autonomia pessoal.

 O SUICÍDIO - Um Fato Social
 Essa interdependência garante a união social, em lugar dos costumes, das tradições ou das relações sociais estreitas. Nas sociedades capitalistas, a consciência coletiva se afrouxa.
Assim, ao mesmo tempo que os indivíduos são mutuamente dependentes, cada qual se especializa numa atividade e tende a desenvolver maior autonomia pessoal.
Durkheim mostrou umas características do bom cientistas. Ele ampliou sua teoria, demonstrando que a solidariedade social tem uma relação muito mais complexa com a taxa de suicídios. Onde há pouquíssima solidariedade social, ocorre uma taxa elevada de suicídios egoístas. Porém, Durkheim acreditava ainda que níveis demasiadamente elevados de solidariedade social também levavam a taxas de suicídios altas, o que ele denominava suicídios altruístas.
O suicídio altruísta refletiu Durkheim, resulta do fato de que o indivíduo acaba por sentir seu valor pessoal apenas por intermédio do grupo, adquirindo um sentido pessoal apenas a partir de algo maior do que o eu. O ego torna-se nada; abrir mão da própria vida pelo grupo passa a ser louvável. O fracasso pessoal significa que a pessoa falhou com o grupo, o que resulta em desonra e vergonha, levando a uma grande probabilidade de suicídio. Durkheim testou novamente sua teoria. O exército apresenta uma solidariedade social muito elevada – e também uma taxa de suicídios alta. No exército, oficiais de carreira, voluntários e veteranos (os mais bem integrados) apresentam taxas de suicídios mais elevadas do que os demais. Se Durkheim fosse vivo na época da Segunda Guerra Mundial, teria apontado como exemplos de suicídio altruísta os pilotos japoneses Kamikazes os oficiais japoneses que perderam batalhas importantes. Durkheim foi além. Tentou isolar outro fato social: o grau de mudança na sociedade, também isso, afirmou afeta a taxa de suicídios. As sociedades que passam por mudanças rápidas perturbam os mundos sociais do indivíduo, o qual descobrirá que os grupos dos quais faz parte já não oferecem orientações apropriadas para a ação.
Os velhos padrões não funcionam mais; o indivíduo terá de tomar cada vez mais decisões por conta própria, com cada vez menos alicerce na vida social. Aqui Durkheim não está descrevendo a solidariedade social, e sim mostrando se a sociedade é ou não um guia adequado para o presente. (Em épocas de rápida mudança, o indivíduo chega a um estado de anomía, termo que Durkheim empregava para designar ausência de regras e de guias) um “estado de inexistência de normas.
Prof. Manuel Raposo

Fonte: http://contextoshistoricos.blogspot.com.br/2011/06/as-principais-correntes-teoricas-e-as.html






sábado, 31 de março de 2012

Movimentos Sociais

Texto sobre MOVIMENTOS SOCIAIS para auxiliá-los na elaboração do trabalho solicitado em sala de aula

ATENÇÃO!!!
Após resumir o CONCEITO, escolher APENAS 2(dois) Tipos de movimentos e também fazer resumo.
O trabalho é INDIVIDUAL.


Dando continuidade aos estudos inicias sobre Karl Marx, podemos afirmar que análise dos movimentos sociais no Brasil revelam forte enfoque teórico oriundo do marxismo, sejam eles vinculados ao espaço urbano e/ou rural.
·       espaço urbano: as lutas por creches, por escola pública, por moradia, transporte, saúde, saneamento básico etc.
·       espaço rural, a diversidade de temáticas expressou-se nos movimentos de bóias-frias (das regiões cafeeiras, citricultoras e canavieiras, principalmente), de posseiros, sem-terra, arrendatários e pequenos proprietários.

Podem ocorrer mobilização pública por diversos motivos:
1.   para a geração de empregos no campo;
2.   ações coletivas que denunciam o arrocho salarial (greve de professores e de operários de indústrias automobilísticas);
3.   ações coletivas que denunciam a depredação ambiental e a poluição dos rios e oceanos (lixo doméstico, acidentes com navios petroleiros, lixo industrial);
As passeatas, manifestações em praça pública, difusão de mensagens via internet, ocupação de prédios públicos, greves, marchas entre outros, são características da ação de um movimento social.

Conceito
Em linhas gerais, o conceito de movimento social se refere à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar mudanças sociais por meio do embate político, conforme seus valores e ideologias dentro de uma determinada sociedade e de um contexto específicos, permeados por tensões sociais. Podem objetivar a mudança, a transição ou mesmo a revolução de uma realidade hostil a certo grupo ou classe social. Seja a luta por um algum ideal, seja pelo questionamento de uma determinada realidade que se caracterize como algo impeditivo da realização dos anseios deste movimento, este último constrói uma identidade para a luta e defesa de seus interesses. Torna-se porta-voz de um grupo de pessoas que se encontra numa mesma situação, seja social, econômica, política, religiosa, entre outras. Gianfranco Pasquino em sua contribuição ao Dicionário de Política (2004) organizado por ele e por Norberto Bobbio e Nicolau Mateucci, afirma que os movimentos sociais constituem tentativas – pautadas em valores comuns àqueles que compõem o grupo – de definir formas de ação social para se alcançar determinados resultados.
Por outro lado, conforme aponta Alain Touraine, Em defesa da Sociologia (1976), para se compreender os movimentos sociais, mais do que pensar em valores e crenças comuns para a ação social coletiva, seria necessário considerar as estruturas sociais nas quais os movimentos se manifestam. Cada sociedade ou estrutura social teria como cenário um contexto histórico (ou historicidades) no qual, assim como também apontava Karl Marx, estaria posto um conflito entre classes, terreno das relações sociais, a depender dos modelos culturais, políticos e sociais. Assim, os movimentos sociais fariam explodir os conflitos já postos pela estrutura social geradora por si só da contradição entre as classes, sendo uma ferramenta fundamental para a ação com fins de intervenção e mudança daquela mesma estrutura.
Dessa forma, para além das instituições democráticas como os partidos, as eleições e o parlamento, a existência dos movimentos sociais é de fundamental importância para a sociedade civil enquanto meio de manifestação e reivindicação. Podemos citar como alguns exemplos de movimentos o da causa operária, o movimento negro (contra racismo e segregação racial), o movimento estudantil, o movimento de trabalhadores do campo, movimento feminista, movimentos ambientalistas, da luta contra a homofobia, separatistas, movimentos marxista, socialista, comunista, entre outros. Alguns destes movimentos possuem atuação centralizada em algumas regiões (como no caso de movimentos separatistas na Europa). Outros, porém, com a expansão do processo de globalização (tanto do ponto de vista econômico como cultural) e disseminação de meios de comunicação e veiculação da informação, rompem fronteiras geográficas em razão da natureza de suas causas, ganhando adeptos por todo o mundo, a exemplo do Greenpeace, movimento ambientalista de forte atuação internacional.
A existência de um movimento social requer uma organização muito bem desenvolvida, o que demanda a mobilização de recursos e pessoas muito engajadas. Os movimentos sociais não se limitam a manifestações públicas esporádicas, mas trata-se de organizações que sistematicamente atuam para alcançar seus objetivos políticos, o que significa haver uma luta constante e em longo prazo dependendo da natureza da causa. Em outras palavras, os movimentos sociais possuem uma ação organizada de caráter permanente por uma determinada bandeira.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Também conhecido pela sigla MST, é um movimento social brasileiro de inspiração marxista cujo objetivo é a implantação da reforma agrária no Brasil. Teve origem na aglutinação de movimentos que faziam oposição ou estavam desgostosos com o modelo de reforma agrária imposto pelo regime militar, principalmente na década de 1970, o qual priorizava a colonização de terras devolutas em regiões remotas, com objetivo de exportação de excedentes populacionais e integração estratégica. Contrariamente a este modelo, o MST declara buscar a redistribuição das terras improdutivas.
Apesar dos movimentos organizados de massa pela reforma agrária no Brasil remontarem apenas às ligas camponesas, associações de agricultores que existiam durante as décadas de 1950 e 1960, o MST proclama-se como herdeiro ideológico de todos os movimentos de base social camponesa ocorridos desde que os portugueses entraram no Brasil, quando a terra foi dividida em sesmarias por favor real, de acordo com o direito feudal português, fato este que excluiu em princípio grande parte da população do acesso direto à terra.
Uma das atividades do grupo consiste na ocupação de terras improdutivas como forma de pressão pela reforma agrária, mas também há reivindicação quanto a empréstimos e ajuda para que realmente possam produzir nessas terras. Para o MST, é muito importante que as famílias possam ter escolas próximas ao assentamento, de maneira que as crianças não precisem ir à cidade e, desta forma, fixar as famílias no campo.
A organização não tem registro legal por ser um movimento social e, portanto, não é obrigada a prestar contas a nenhum órgão de governo, como qualquer movimento social ou associação de moradores.
O movimento recebe apoio de organizações não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em estimular a reforma agrária e a distribuição de renda em países em desenvolvimento. Sua principal fonte de financiamento é a própria base de camponeses já assentados, que contribuem para a continuidade do movimento.
Dados coletados em diversas pesquisas demonstram que os agricultores organizados pelo movimento têm conseguido usufruir de melhor qualidade de vida que os agricultores não organizados.
O MST reivindica representar uma continuidade na luta histórica dos camponeses brasileiros pela reforma agrária. Os atuais governantes do Brasil tem origens comuns nas lutas sindicais e populares, e portanto compartilham em maior ou menor grau das reivindicações históricas deste movimento. Segundo outros autores, o MST é um movimento legítimo que usa a única arma que dispõe para pressionar a sociedade para a questão da reforma agrária, a ocupação de terras e a mobilização de grande massa humana.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
O MTST surgiu em 1997 da necessidade de organizar a reforma urbana e garantir moradia e a todos os cidadãos. Está organizado nos municípios do Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo. É um movimento de caráter social, político e sindical. Em 1997, o MST fez uma avaliação interna em que reconheceu que seria necessária uma atuação na cidade além de sua atuação no campo. Dessa constatação, duas opções de luta se abriram: trabalho e moradia.
Estão em quase todas as metrópoles do País. São desdobramentos urbanos do MST, com um comando descentralizado. As formas de atuação variam de um movimento para outro. Em geral, as ocupações não têm motivação política, apenas apoio informal de filiados a partidos de esquerda. O objetivo das ocupações é pressionar o poder público a criar programas de moradia e dar à população de baixa renda acesso a financiamentos para a compra de imóveis.
Atualmente, o MTST é autônomo em relação ao MST, mas tem uma aliança estratégica com esse.

Fórum Social Mundial
O FSM é um evento altermundialista organizado por movimentos sociais de diversos continentes, com objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global. Seu slogan é Um outro mundo é possível.
É um espaço internacional para a reflexão e organização de todos os que se contrapõem à globalização neoliberal e estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais.
O Fórum Social Mundial se reuniu pela primeira vez na cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, entre 25 e 30 de janeiro de 2001, com o objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos. Esse Fórum Econômico tem cumprido, desde 1971, papel estratégico na formulação do pensamento dos que promovem e defendem as políticas neoliberais em todo mundo. Sua base organizacional é uma fundação suíça que funciona como consultora da ONU e é financiada por mais de 1.000 empresas multinacionais.

Movimento Feminista
O Feminismo é um discurso intelectual, filosófico e político que tem como meta os direitos iguais e a proteção legal às mulheres. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias, todas preocupadas com as questões relacionadas às diferenças entre os gêneros, e advogam a igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses. De acordo com Maggie Humm e Rebecca Walker, a história do feminismo pode ser dividida em três "ondas". A primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970, e a terceira teria ido da década de 1990 até a atualidade. A teoria feminista surgiu destes movimentos femininos, e se manifesta em diversas disciplinas como a geografia feminista, a história feminista e a crítica literária feminista.
O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação.
Durante a maior parte de sua história, a maior parte dos movimentos e teorias feministas tiveram líderes que eram principalmente mulheres brancas de classe média, da Europa Ocidental e da América do Norte. No entanto, desde pelo menos o discurso Sojourner Truth, feito em 1851 às feministas dos Estados Unidos, mulheres de outras raças propuseram formas alternativas de feminismo. Esta tendência foi acelerada na década de 1960, com o movimento pelos direitos civis que surgiu nos Estados Unidos, e o colapso do colonialismo europeu na África, no Caribe e em partes da América Latina e do Sudeste Asiático. Desde então as mulheres nas antigas colônias europeias e no Terceiro Mundo propuseram feminismos "pós-coloniais" - nas quais algumas postulantes, como Chandra Talpade Mohanty, criticam o feminismo tradicional ocidental como sendo etnocêntrico. Feministas negras, como Angela Davis e Alice Walker, compartilham este ponto de vista.
Desde a década de 1980, as feministas standpoint argumentaram que o feminismo deveria examinar como a experiência da mulher com a desigualdade se relaciona ao racismo, à homofobia, ao classismo e à colonização. No fim da década e início da década seguinte as feministas ditas pós-modernas argumentaram que os papeis sociais dos gêneros seriam construídos socialmente, e que seria impossível generalizar as experiências das mulheres por todas as suas culturas e histórias.

Movimento Estudantil
O movimento estudantil, embora não seja considerado um movimento popular, dada a origem dos sujeitos envolvidos, que, nos primórdios desse movimento, pertenciam, em sua maioria, a chamada classe pequeno burguesa, é um movimento de caráter social e de massa. É a expressão política das tensões que permeiam o sistema dependente como um todo e não apenas a expressão ideológica de uma classe ou visão de mundo. Em 1967, no Brasil, sob a conjuntura da ditadura militar, esse movimento inicia um processo de reorganização, como a única força não institucionalizada de oposição política. A história mostra como esse movimento constitui força auxiliar do processo de transformação social ao polarizar as tensões que se desencadearam no núcleo do sistema dependente. O movimento estudantil é o produto social e a expressão política das tensões latentes e difusas na sociedade. Sua ação histórica e sociológica tem sido a de absorver e radicalizar tais tensões. Sua grande capacidade de organização e arregimentação foi capaz de colocar cem mil pessoas na rua, quando da passeata dos cem mil, em 1968. Ademais, a histórica resistência da União Nacional dos Estudantes (UNE), como entidade representativa dos estudantes, é exemplar.
O movimento estudantil é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes. Caracteriza-se por ser um movimento policlassista e constantemente renovado - já que o corpo discente se renova periodicamente nas instituições de ensino.
Podem-se encontrar traços de movimentos estudantis pelo menos desde o século XV, quando, na Universidade de Paris, uma das mais antigas universidades da Europa, registraram-se vários movimentos grevistas importantes. A universidade esteve em greve durante três meses, em 1443, e por seis meses, entre setembro de 1444 e março de 1445, em defesa de suas isenções fiscais. Em 1446, quando Carlos VII submeteu a universidade à jurisdição do Parlamento de Paris, eclodiram revoltas estudantis - das quais participou, entre outros, o poeta François Villon - contra a supressão da autonomia universitária em matéria penal e a submissão da universidade ao Parlamento. Freqüentemente, estudantes eram detidos pelo preboste do rei e, nesses casos, o reitor dirigia-se ao Châtelet, sede do prebostado, para pedir que o estudante fosse julgado pelas instâncias da universidade. Se o preboste do rei indeferia o pedido, a universidade entrava em greve. Em 1453, um estudante, Raymond de Mauregart, foi morto pelas forças do Châtelet e a universidade entrou novamente em greve por vários meses.
Contemporaneamente, destacam-se os movimentos estudantis da década de 1960, dentre os quais os de maio de 1968), na França. No mesmo ano, também se registraram movimentos em vários outros países da Europa Ocidental, nos Estados Unidos e na América Latina. No Brasil, o movimento teve papel importante na luta contra o regime militar que se instalou no país a partir de 1964.

Movimento Ambiental
O movimento ambiental é típico da sociedade industrial, porque a industrialização predatória afeta o meio ambiente, contaminando a água, o ar e o solo, e colocando em risco os seres vivos. Isso sem falar no desmatamento desenfreado nas áreas ainda recobertas por florestas.
O movimento ambiental surgiu no século XIX, quando foram percebidos os primeiros sinais de distúrbios ambientais, mas desenvolveu-se lentamente até a década de 1970; desde então, vem crescendo rapidamente. Esse tipo de movimento tem uma característica interessante: envolve desde a ação de um pequeno grupo para salvar uma árvore em área urbana até a ação de grupos e instituições internacionais pela preservação de uma mata inteira. Ou seja, ele vai do local ao global, evidenciando a existência de uma consciência ecológica difusa no mundo todo. Não é um movimento organizado mundialmente, mas um conjunto de movimentos que desenvolveu uma cultura ambientalista e criou um novo direito: o de viver em um ambiente saudável.
Organizações locais, regionais ou internacionais lutam para limitar, por meio da legislação, a ação predatória e poluente, principalmente das indústrias. Em várias partes do mundo, movimentos ambientais pressionam os Estados a agir para que o direito a um ambiente sadio seja garantido por meio de leis e de fiscalização. As ações desenvolvidas por movimentos e organizações no mundo todo contribuíram para que a ONU passasse a orientar seus membros a respeito das questões ambientais, tomando medidas urgentes para resolver muitos desses problemas.
Vários são os questionamentos e motivações que animam os movimentos ambientais. Vamos resumir os mais importantes:
·  A proteção da diversidade da vida na Terra contra a crescente eliminação de muitas formas de vida animal e vegetal, o que provoca problemas ambientais significativos, gerando a superpopulação de espécies de animais e vegetais e alterando o equilíbrio da natureza (o desmatamento desenfreado das florestas, onde estas ainda existem, é o principal foco dessa ação);
·  A preservação da qualidade de vida dos habitantes do planeta, que são atingidos por agentes poluidores na água, no ar ou no solo;
·  O controle da aplicação industrial de resultados do progresso científico e técnico que possam trazer problemas à humanidade, como os resíduos tóxicos e as consequências do uso de enrgia nuclear, agrotóxicos e, mais recentemente, produtos transgênicos;
·  O controlo do uso dos recursos naturais, principalmente da água doce e daqueles oriundos da atividade extrativa de produtos não renováveis, como o petróleo e vários minérios (ferro, cobre e bauxita).
Existem problemas ambientais que só podem ser tratados globalmente, como a emissão de gases que provocam o efeito estufa, o aquecimento do planeta e as alterações na camada de ozônio que protege a Terra. As práticas poluidoras têm causado mudanças climáticas sérias no planeta. Outras questões tratadas globalmente são a poluição dos mares pelos navios-tanques de petróleo, a matança de baleias e o despejo de resíduos tóxicos nos milhares de rios do mundo, o que também compromete os oceanos.
Há também problemas regionais e nacionais, que devem ser resolvidos no local em que surgem. Se uma indústria polui um rio, por exemplo, e este passa por vários países, é necessário que os países discutam as providências a tomar para evitar que todos sofram prejuízos. Existem ainda questões ambientais locais, como o lixo nas cidades, que exigem soluções na coleta, no depósito e na reciclagem.
O mais significativo é que a cultura ambiental, que começou a se formar na década de 1970, está disseminada e tem no cotidiano das pessoas seu ponto fundamental, expressando-se em ações de pessoas que questionam e buscam soluções para problemas que podem prejudicar o modo de vida de cada comunidade. A consciência ambiental tem estimulado pessoas, grupos, escolas e organizações a traduzir as grandes preocupações em práticas e atividades concretas no local em que vivem. Além disso, as ações ambientalistas, em todos os níveis, conquistaram gradativamente um espaço importante nos meios de comunicação de massa, gerando uma pressão social que forçou a apresentação de projetos de lei visando à conservação da natureza em várias partes do mundo.
O Estado não pôde ficar em silêncio e, assim, foi obrigado a controlar e a fiscalizar os processos industriais poluidores, o desmatamento e a proteção ambiental. As empresas antigas fizeram muitas mudanças em seu processo produtivo, tornando-o menos poluidor, e as novas empresas foram obrigadas a apresentar projetos de impacto ambiental.

Fontes:
1) Souza, Maria Antônia. Movimentos sociais no Brasil contemporâneo: participação e possibilidades no contexto das práticas democráticas. Dissertação de Mestrado em Educação. Universidade Tuiuti de Curitiba, PR.
2) http://www.cce.udesc.br/cab/oqueeomovimentoestudantil.htm
3) http://www.geomundo.com.br/geografia-30197.htm
4) http://www.brasilescola.com/sociologia/movimentos-sociais-breve-definicao.htm
5) Livro Sociologia para o ensino médio. TAMAZI, Nelson Dacio. Vol. Único. Pags. 147, 148.

sexta-feira, 16 de março de 2012

DESIGUALDADES SOCIAIS


1. INTRODUÇÃO
Muito se tem dito e escrito sobre a globalização como motora de reprodução e aumento das desigualdades. Veem-se, de fato, nas últimas décadas, um crescente desenvolvimento das produções dos centros hegemônicos e um empobrecimento de grande volume da população mundial residente nos países periféricos. A estrutura competitiva da sociedade aparece em nível local, regional, nacional e global. São disputas acirradas por privilégios, diante da mercantilização do espaço geográfico e das relações sociais.
De um lado, um desenvolvimento vertiginoso da tecnologia e de outro, a desvalorização dos salários, com o aumento de excluídos e deterioração da qualidade de vida em muitas regiões. Soma-se a isso uma crise cultural de valores, em um espaço dominado pelo materialismo e pelo paradigma do mercado. Consumir tornou-se uma virtude.

2. DESIGUALDADE E ESTRUTURA SOCIAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
Por Marco A. M. Bourguignon

“O desenvolvimento tecnológico e o acesso à informação, num mundo cada vez mais globalizado, vêm fazendo uma transformação radical nos sistemas de desigualdades. E o conhecimento torna-se significativo para a estratificação social e para a formação do processo de desigualdade.
A passagem da Sociedade Industrial para a Sociedade da Informação muda o foco das teorias sobre estrutura e estratificação social e todo o processo de desigualdade e de mobilidade social, em que o conhecimento se torna peça chave para o entendimento das diferenças sociais. O capital intelectual torna-se moeda corrente para a troca. Nesse foco, a educação entra como peça fundamental para a mudança na estratificação social.
Na Sociedade Industrial, o conhecimento técnico-prático era a principal porta de entrada para a ascensão social. Na Sociedade da Informação, o conhecimento teórico e geral substitui o conhecimento técnico-prático. O indivíduo deve ter a capacidade de decodificar e filtrar as informações que chegam continuamente.
A educação, como geradora e portadora da transmissão do conhecimento, transforma-se na principal chave de mudança, aumentando o tempo de escolaridade dos indivíduos e tendo de mudar o seu foco de formação teórica, capaz de desenvolver no indivíduo o aprender a aprender.
Esse estudo será focado em duas questões:
             1) Estamos passando realmente por um processo de mudança nas concepções de desigualdade e mobilidade social?
2) A educação é uma das principais formas de ascensão social na Sociedade da Informação ?
Os estudos teóricos sobre desigualdade social são reflexos das formas de desigualdade social existentes nas sociedades industriais, ou seja, conforme a sociedade moderna começa a sofrer uma profunda transformação, as teorias da desigualdade também sofrem mudanças e começam a perder significação. Ou melhor, os estudos teóricos seguem o caminho da passagem da Sociedade Industrial para a Sociedade da Informação.
Outro ponto é que o conhecimento entendido como força de ação se torna cada vez mais responsável pelo processo de formação das desigualdades. Para alguns cientistas sociais, as classes sociais não constituem mais a formação das hierarquias, mas, sim, outros tipos de clivagens sociais. Uma ilustração disso é que, na Sociedade da Informação, os indivíduos ativos no processo de trabalho industrial representam uma minoria no conjunto da população.
Há algumas décadas, tinha-se como certo que a Sociedade Industrial e o processo de modernização originariam um sistema de desigualdade social menos hierárquico, refletindo mais de perto as aptidões individuais e as fronteiras bastante pequenas entre as classes. Como se pode perceber, o nível de desigualdade aumentou; por outro lado, houve um relativo aumento na perspectiva de vida e bem-estar social, com acesso à saúde e aos dispositivos de previdência, principalmente durante as décadas de 1950 e 1960. No entanto, a estrutura de poder e as relações de autoridade tornam difíceis de discernir mudanças significativas de ordem estruturais. Essas mudanças sociais ocorridas podem ser levadas em conta mais pelas mudanças estruturais da sociedade do que como resultado de sucesso alcançado pelas pessoas ou por mobilidade individual. Ou seja, a transformação da Sociedade Industrial na Sociedade da Informação trouxe novos alentos estruturais e provocou certa mudança na pirâmide social. A educação pode ser encaixada como fator determinante para alcançar a Sociedade da Informação.
A educação tem um papel cada vez mais importante na formação da natureza e da estrutura da desigualdade social na sociedade moderna, mas isso não significa afirmar que seja um fenômeno novo para o estudo da natureza da desigualdade. Ela é uma variedade de competência cultural e aptidões. A educação sempre teve um papel importante na determinação da desigualdade. Por exemplo, a capacidade de ler e escrever na língua dominante de uma noção; o conhecimento das leis e dos procedimentos que regem as transações, como saber se o religioso influi na posição social de uma pessoa. Agora, conhecer a tecnologia e saber analisar as informações criam um novo aspecto de determinação da desigualdade.
Um aspecto importante da transformação da base da desigualdade social é o estabelecimento e a garantia da cidadania, especialmente de um pacote de bem-estar social, do qual, abaixo, não se aceita que a pessoa venha cair.
As sociedades avançadas estão tornando-se cada vez mais ‘sociedades da informação’ e as perspectivas multidimensionais da desigualdade social não captam apropriadamente as novas realidades sociais e econômicas. A maior parte das teorias sobre a desigualdade social é estreitamente relacionada com o método de produção industrial, no qual, hoje, se situa uma minoria de pessoas economicamente ativas. Cabe também ressaltar o papel primordial que a educação ocupa nessa sociedade moderna, na qual o conhecimento se torna fundamental para compreender o bombardeio de informações recebidas pelos indivíduos”.

Glossário:
Mercantilização: processo de atribuição de valores de mercado aos elementos.
Paradigma: referência teórica, visão de mundo.

Fonte: Material Modular – Sociologia Módulo 2 – Colégio Objetivo

ALGUNS TERMOS E FRASES DO TEXTO:
Países periféricos: Os países periféricos são aqueles que dependem dos países centrais, tem economias pouco desenvolvidas, possuem pouca influência no cenário internacional. Países centrais são aqueles que detém maior poder político, econômico e militar. São eles que produzem novas tecnologias, exportam produtos culturais e bens de alto valor.
Mercantilização: Conforme o próprio glossário do texto, é o processo de atribuição de valores de mercado aos elementos.
teórica, visão de mundo.
-se a um arranjo hierárquico entre os indivíduos em divisões de poder e riqueza em uma sociedade. É a diferenciação hierárquica entre indivíduos e grupos, segundo suas posições (status), estamentos ou classes.
Sociedade Industrial: Fase pela qual passou muitos países, inclusive o Brasil, principalmente durante as décadas de 1950 e 1960 (se estendendo até a década de 1970).
Sociedade da Informação: Sociedade da Informação é um termo - também chamado de Sociedade do Conhecimento ou Nova Economia - que surgiu no fim do Século XX, com origem no termo Globalização. Este tipo de sociedade encontra-se em processo de formação e expansão.
Mobilidade social: Por mobilidade social entende-se toda a passagem de um indivíduo ou de um grupo de uma posição social para outra, dentro de uma constelação de grupos e de status sociais.
Aprender a aprender: para uma ampla parcela dos intelectuais da educação na atualidade, este lema representa um verdadeiro símbolo das posições pedagógicas mais inovadoras, progressistas e, portanto, sintonizadas com o que seriam as necessidades dos indivíduos e da sociedade do século XXI, baseado nos estudos do psicólogo Vigotski.
Clivagem: S. F. Política, sociologia. Separação, diferenciação ou oposição de grupos sociais ou étnicos (classes, partidos, povos, coletividades etárias etc.)
discernir: s.m. Ação ou faculdade de discernir. Juízo, entendimento, critério.
Mudanças estruturais: Refere-se a uma mudança fundamental e de longo prazo na estrutura de determinado sistema, ao contrário das medidas pontuais ou de curto prazo, que tipicamente visam melhorias conjunturais na produção ou no emprego. Por exemplo, a transformação de uma economia de subsistência numa economia industrializada, ou de uma economia mista regulada numa economia liberalizada. Uma mudança estrutural atualmente em curso na economia mundial é a globalização.
Cidadania: (do latim, civitas, "cidade") é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo público (indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade
Multidimensionais: podemos pensar em um processo de avaliação com caráter multidimensional, em que se apresente a partir de um planejamento, com um formato contextualizado. Todo processo avaliativo requer atenção aos limites identificados quer num diagnóstico prévio, logo tentando superar e ousar ao que se refere seus desafios e potencialidades almejadas.